Moda Nova, Consumo Consciente!

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A moda em final/início de ano tem dessas coisas: é troca de coleção, é a nova tendência, é a roupa da celebridade nas festas, é a blogueira testando e aprovando a novidade do verão, é promoção imperdível, é liquidação, é desconto que não acaba mais. Ufa, fiquei tonta só de ver tanta roupa e tamanha necessidade de se trocar de roupa! Mas será que tem mesmo? A moda já foi muita coisa, de reflexo dos lançamentos da alta costura passando pela lógica do pret a porter, hoje ela realmente é ditada e consumida pelos próprios consumidores. É uma troca constante e cíclica das preferências da sociedade. Quanto mais informações temos sobre tudo, mais mudamos nossas opiniões e queremos consumir produtos diferentes. Como vivemos na era da informação…. daí você já pode imaginar o estado de querência (Para entender um pouco mais sobre consumo, vale dar uma conferida neste vídeo). Pronto: está consumado o fast fashion. Obviamente que em uma economia capitalista na qual consumidores querem comprar, há marcas que querem vender. E vice versa. Nessa ânsia de novidade e lançamentos rápidos, temos uma moda que prioriza a quantidade e menos a qualidade.

Mas como em vários outros aspectos do movimento slow, como alternativa a essa correria desenfreada de liquidações e trocas de coleções, a moda oferece sua vertente contrária e com várias perspectivas que envolvem a sustentabilidade, o Slow Fashion. Você pode optar por enxergar a moda pelo viés do consumo consciente que envolve questionar a necessidade de compra de um determinado produto ou o formato de fabricação pelo qual ele passou (se é com respeito e justiça para quem produz ou não). Também pode pensar a moda pelo tipo de matéria prima usada nos produtos (se são sustentáveis ou não). E ainda enxerga-la pelo descarte de produtos produzidos e seu reaproveitamento.

Pensar a moda em um mood slow é reconectar a moda a si mesmo e ao lugar em que se vive. É fazer uma reflexão de como uma atitude simples como comprar uma camiseta barata em uma cadeia de lojas que produz milhares de outras peças iguais aquela tem implicações muito mais sérias do que apenas a vaidade momentânea. É parar e pensar sobre até onde vai a valorização das coisas e das pessoas que estão envolvidas com aquela peça produzida.

A indústria da moda é bastante importante para a economia mundial. Gera milhares de postos de trabalho, oferece oportunidade de crescimento a diversas localidades, além é claro de traduzir e levar aspectos culturais ao conhecimento de muitos. Mas, pra quem não sabe, é também uma das mais poluidoras (em termos de plantações de matérias primas para produção de tecidos e de resíduos na indústria da confecção) e segregadoras do mundo (em termos de emprego de mão de obra barata e sem condições de trabalho). Portanto, é urgente que tenhamos um olhar mais apurado sobre o que é consumir moda nos dias de hoje.

Mas a mudança de paradigma não é do dia para noite (e nem de um ano pra outro). Mas como em começo de ano as pessoas normalmente estabelecem suas resoluções e metas a serem seguidas, bora aproveitar e pensar diferente também sobre como se vestir. Pra começar, vamos tratar do consumo consciente. Se você acha que vale a pena ir a frente e estar na moda de um jeito mais cool e mais seu, sem precisar consumir o mundo pra se sentir vivo e incluído, algumas atitudes simples daqui pra frente podem te ajudar.

Female clothes on hangers and shoes

Por exemplo, comece analisando seu armário e tirando aquelas peças que você realmente não usa e deixando as de melhor qualidade. Se você passou um ano inteiro e não achou oportunidade para usar aquela peça, pode ter certeza que ela também não será usada no próximo ano.

Você pode doar, vender, trocar aquelas que não quer mais, mas circule a energia e não acumule. Falamos mais sobre isso aqui neste outro post.

E por falar em qualidade, prefira sempre peças que você sabe que vão durar mais que uma, duas ou três lavadas e que tenham um design mais atemporal. E use a criatividade para conjugá-las. Pelo menos vai ser divertido.

Usou, usou e estragou? Adquira o hábito de consertar roupas e elas terão nova vida. Sapateiros, costureiras e outros profissionais podem te dar ideias incríveis para revitalizar suas roupas.

E indo mais além: vale a pena conhecer quem faz suas roupas. Sempre que precisar comprar alguma coisa, opte por analisar de onde vem aquela peça e por quais mãos ela passou. Você vai sentir que valoriza mais o ser humano entendendo seu trabalho.

Então, prontos pra encarar o mood slow da moda?

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