Microfazendas verticais: verduras e ervas produzidas nas seções dos próprios supermercados

Microfazendas verticais: verduras e ervas produzidas nas seções dos próprios supermercados

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No final de um dos corredores do supermercado Metro, em Berlim, uma empresa agrícola está testando o máximo em comida local: verduras e ervas crescem dentro da própria loja!

Semelhante a uma pequena estufa, a microfazenda foi apelidada de Kräuter Garten (jardim de ervas). Os clientes podem escolher à vontade suas próprias verduras e ervas colhidas diretamente do pé.

As verduras crescem dentro caixas modulares, com um design que a empresa por trás do projeto, Infarm, diz ser tão eficiente que pode finalmente fazer a agricultura vertical acessível a uma escala micro.

“Praticamente qualquer tipo de negócio verde necessita de escala para ser viável e eficiente”, diz Guy Galonska, o co-fundador da Infarm. “No nosso caso, a tecnologia desenvolvida é um tipo de abordagem de blocos de construção, e estes blocos de construção atingem eficiências muito mais elevadas. O trabalho é numa escala muito pequena, de poucos metros quadrados. Por isso, faz muito sentido dentro de um supermercado de bairro “.

A nova tecnologia da Infarm, segundo o site Fast CoExist, faz uso de cada centímetro de espaço e sem desperdício de energia, incluindo tecnologias patenteadas. Elimina-se o transporte, armazenamento e refrigeração, além de ser usado apenas uma pequena fração da água ou dos fertilizantes normalmente utilizados nas fazendas.

A empresa diz que a maior das vantagens do sistema é que pode ser integrado em praticamente qualquer infraestrutura. Então, você não precisa fazer quaisquer reforços para a construção e modificação especial. Você entra, instala e depois de uma semana de instalado está funcionando.

O piloto está dentro de um supermercado/atacado, onde chefs fazem compras, local onde eles imaginaram ser o lugar perfeito para o lançamento do novo sistema. Chefs podem usar um aplicativo para fazer pedidos especiais de verduras ou ervas que eles não poderiam obter em qualquer outro lugar. A empresa entrega as sementes e elas começam a crescer. Os Chefs também podem ver as fases da planta que antes não poderiam, caso sempre tivessem vivido nas cidades.

Sob a ótica da experiência do cliente é também uma maneira mais interessante para se fazer compras. “Realmente envolve as pessoas”, diz Galonska. “Você está acostumado a ter uma espécie de experiência chata no supermercado. Você vem e pega suas coisas. Aqui você encontra algo que é um pedaço de fazenda no supermercado.”

Embora na unidade piloto esteja sendo cultivado ervas e verduras, o sistema pode ser ajustado para outros tipos de vegetais como pimentas, berinjelas ou tomates.

A objetivo é instalar microfazenda em todos os tipos de supermercados e até mesmo escala-la para que possa crescer vegetais nas cozinhas das residências. O piloto no Metro funciona há quase seis meses e vai continuar por pelo menos mais seis meses. Até o final do ano, Infarm planeja começar a produção em massa.

Agricultura como serviço é o modelo de negócio

Semelhante ao modelo de negócios de lâminas de barbear, empresas como a cadeia de supermercados Metro vão pagar um preço baixo pelas unidades de agricultura vertical. Vende-se a tecnologia a preços relativamente baixos e em seguida se fornece todos os suprimentos e serviços adicionais, como o software, que ajuda a gerir automaticamente a unidade. Deste modo qualquer funcionário do supermercado pode lidar com a microfazenda através de um aplicativo. É o que eles chamam de agricultura como um serviço.

O desperdício em alimentos no Brasil e no mundo

  • Segundo dados da revista Exame, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos, ou seja, um terço da produção total de alimentos no mundo, vai parar no lixo. 44% é composto de frutas e vegetais. Raízes e tubérculos compõem 20% das perdas, cereais, 19% e leite, 8%.
  • Hoje, a produção global de alimentos ocupa 25% de toda a terra habitável do mundo. A quantidade de terras cultiváveis usada para produzir comida desperdiçada é equivalente ao tamanho do México.
  • A agricultura consome 70% de toda água usada no mundo. Somando todo o volume usado para produzir os alimentos que são desperdiçados a cada ano dá para encher 70 milhões de piscinas olímpicas.
  • Nos países em desenvolvimento, cerca de dois terços da comida é perdida após a colheita e armazenamento inadequado.
  • Só nos Estados Unidos, 30% de toda a comida produzida no país é desperdiçada todos os anos, uma perda equivalente a 48.3 bilhões de dólares. Os segundos maiores componentes de lixões do país são resíduos orgânicos, que resultam na maior parte das emissões de metano.
  • O desperdício de alimento no Brasil é estimado em 26,3 milhões de toneladas. Cerca de 10% desse total se perdem ainda no campo, outros 50% se dá no transporte e manuseio, e 10% da perda acontece na fase de consumo.

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