Faça você mesmo sua vida mais interessante

Faça você mesmo sua vida mais interessante

Você já deve ter visto essas siglas por aí: DIY. Surgido nos idos dos anos de 1950, o movimento “Do It Yourself” (ou faça você mesmo em tradução literal), foi uma alternativa aos tempos de guerra, no qual projetos de reparos caseiros eram feitos pelas próprias pessoas devido a escassez de recursos e materiais. Passando pelos anos 1970, o movimento ganha outra dimensão quando os punks e seus valores anti-consumista pregam a ideia de ser responsável pelo que se consome, como o corte de cabelo, as roupas, a música, entre outros.

O movimento evoluiu a partir do momento em que as pessoas identificaram que poderiam fazer suas próprias coisas, como roupas, móveis, itens de decoração, hortas e até cerveja e se sentirem felizes com isso. Com o passar dos anos, principalmente a partir dos anos 2000, o movimento tomou uma conotação mais reflexiva a partir do momento em que o consumo se tornou maior e o desperdício de produtos ficou evidente. Hoje pode ser visto como uma reação ao consumismo quando usado em benefício próprio e não com fins de vendas.

POst DIY

Hoje a estética do DIY é agradável e existem muitos tutoriais pela internet, revistas especializadas, que fazem com que algumas pessoas com questionamentos sobre o tempo e o valor das coisas, passem a querer fabricar seus próprios produtos. O resgate a práticas do passado, como bordar, colar, pintar e fazer uso de trabalhos manuais também é um ponto importante para o movimento, pois parece se espelhar no equilíbrio que existe entre o que é produzido em massa (hiperindustrializado) e aquilo que é feito por você mesmo (muitas vezes mais natural e saudável). A cooperação que existe em trocar informações e experiências é outro fator que faz com que o hábito o ganhe força nos dias de hoje, principalmente fazendo uso da tecnologia.

A questão central, então, é que, independente da origem do movimento que cerca o ocidente há décadas, ele traz muitas vantagens. Primeiro por exercer a criatividade das pessoas fazendo-as crescer em quesitos como encontrar alternativas, trabalhar a pesquisa e sair da zona de conforto, usar mais a intuição e o sentimento. Em segundo lugar por aprender a fazer melhor uso do tempo de cada um. Muitas vezes, acostumados com a rotina diária de trabalho e afazeres de uma casa, nos esquecemos que podemos usar nosso tempo em benefício próprio. Fazer um objeto de decoração para sua casa ou para dar de presente pode ser muito mais interessante do que, por exemplo, passar horas no engarrafamento indo ao shopping comprar alguma coisa. Uma terceira vantagem pode ser o custo, pois fazer sua própria horta na janela do apartamento não lhe parece infinitamente melhor e mais barato que ir ao supermercado? Sem contar ainda vantagens como os ganhos pessoais com a sensação de prazer, felicidade e orgulho por ter conseguido fazer algo que você não estava acostumado, ou com os ganhos do meio ambiente, que agradece imensamente a diminuição do descarte e o aumento de reaproveitamento de materiais sem uso.

Ou seja, que tal ter um pouco de rebeldia punk misturada com ares contemporâneos e fazer um objeto de decoração para sua casa ficar linda e com seu toque pessoal?

Aqui escolhemos algumas opções de luminárias e vasinhos que podem ser feitos por você mesmo. Comece com uma ideia simples e vá praticando. Basta escolher o material, montar e se não entender muito de fiação, peça ajuda a um eletricista apenas para a instalação.

Em próximos posts teremos mais DIY em vários campos e se quiser saber mais sobre as origens do movimento aconselhamos a leitura do livro DIY Culture – Party & Protest in Nineties Britain do pesquisador inglês George McKay.

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